Classe II: o que é, como é o tratamento e mais sobre!
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Quando falamos sobre má oclusão, relatamos que as bases ósseas não estão bem relacionadas entre si. A depender do osso que se salienta em medidas, classificamos como Classe I, Classe II ou Classe III.
Tais deformidades esqueléticas causam alterações no aspecto facial da pessoa, assim como também no psicológico. Outro aspecto que pode relatar ao paciente, para identificação de sua má oclusão, é o “queixo para trás”, muito característico dessa deformidade esquelética.
O sorriso gengival pode estar presente nessas situações, onde ao sorrir, a pessoa exponha essa faixa rosada. Todas essas alterações podem variar para cada paciente, tendo que uma pessoa pode ser classificada em má oclusão de Classe II e ter um aspecto facial totalmente diferente do outro. Isso ocorre pela quantidade de deformidade óssea, pelas arcadas envolvidas, pela severidade da má oclusão, entre outros fatores.
Quando a severidade é acentuada, o paciente pode se classificar em uma situação cirúrgica. Nesses casos, há uma protrusão da maxila ou retrusão da mandíbula que não é possível corrigir com as movimentações dentárias por meio de aparelhos ortodônticos, que veremos ao longo do texto.
Entenda mais sobre a Classe II.
Classe II: entenda o que é
A Classe II é uma má oclusão onde a maxila está protruída, a mandíbula está retruída, ou uma combinação de ambos. Para especificar aos pacientes, o profissional pode dizer que “a parte de cima está mais para frente do que a parte de baixo”.
Esse tipo de mal relacionamento entre as bases ósseas pode ocasionar o ajuste em um tratamento ortodôntico dentário, ou mesmo avançar para um caso cirúrgico, onde as bases ósseas deverão ser relacionadas cirurgicamente.
A análise da má oclusão de Classe II pode ser observada, primeiramente, pelo exame clínico. Os dentes em que podem ser observados essas alterações são os molares, caninos, ou a combinação de ambos.
Contando com o crescimento, a maxila pode ter um aumento, determinado geneticamente, sem que o profissional possa mensurar isso. Com isso, essa base óssea pode se projetar para frente e para baixo, fazendo com que a mandíbula fique retruída.
Ainda, o oposto também pode ocorrer nessa classificação de má oclusão, sendo que a maxila pode estar em uma posição correta, sendo que a mandíbula se mantenha para trás, aquém da relação determinada de normalidade, estando em uma posição que não alcance a projeção, no relacionamento com a maxila.
Essas alterações, ainda, podem se apresentar combinadas, sendo que essas alterações descritas anteriormente ocorrem ao mesmo tempo.
Classe II X Classe I e III
Essas classificações nos auxiliam com o diagnóstico e estabelecimento do plano de tratamento adequado para cada paciente, sendo que cada uma delas apresenta características específicas.
Classe I
Classificada como a normalidade, a Classe I pode ser dentária ou esquelética. Dessa forma, não há tantas alterações entre a oclusão entre os dentes e as bases ósseas.
Classe II
Como relatado anteriormente, essa classificação relata que o paciente apresenta alterações com a maxila protruída, a mandíbula retruída, ou ambas as situações.
Classe III
A Classe III seria “o contrário” da Classe II, onde a mandíbula se apresenta projetada, a maxila retruída, ou também a combinação de ambas.
Como é o tratamento da Classe II?
Estabelecendo os problemas oclusais, o profissional deverá estabelecer o plano de tratamento adequado.
A má oclusão de Classe II pode ser tratada em um ou duas fases. Com isso, o profissional deve estabelecer a idade de desenvolvimento dentário da criança, a qual pode ou não coincidir com a faixa etária.
Tratamento em uma fase
O tratamento em uma única fase consiste quando o paciente inicia o tratamento já na idade adulta, corrigindo o posicionamento dentário ou realizando a correção das bases ósseas com cirurgia ortognática.
Já o tratamento em duas fases abrange o acompanhamento do crescimento, com o redirecionamento de crescimento da maxila e/ou mandíbula, sendo que o paciente passará por uma fase de estabilidade, até chegar em idade para correção dentária, com os dentes permanentes, ou correção cirúrgica do relacionamento das bases ósseas.
Tratamento em duas fases
Relatando um pouco mais sobre o tratamento em duas fases, ele pode ser indicado em diversas situações, a relatar:
- Pacientes com comprometimento psicológico, devido à projeção excessiva dos incisivos superiores, gerando constrangimento e bullying
- Risco aumentado de traumatismos dentários
- Função alterada: interposição de língua, lábio, hipotonia labial. Essas alterações devem ser corrigidas assim que identificadas, melhorando a qualidade de vida do paciente
Observando que o paciente não apresente essas ou demais alterações, a melhor oportunidade para o início do tratamento é quando o paciente apresenta, se em crescimento, o período de máxima crescimento puberal, onde há um potencial de aumento do processo alveolar na região de pré-molares, o que propicia a melhora da má oclusão de Classe II.
Essa fase de crescimento depende da análise pela radiografia carpal ou lateral, pelas vértebras cervicais.
Quando a má oclusão não tem o potencial de ser corrigida apenas no aspecto dentário pode levar ao tratamento cirúrgico. Esse tratamento só poderá ser realizado a partir do cessamento do crescimento, que deve ser avaliado para cada paciente.
Casos de cirurgia ortognática
Nos casos de cirurgia ortognática, a cirurgia pode ser realizada na maxila, na mandíbula, em ambas, ou até mesmo na mentoplastia, para correção cirúrgica dessa má oclusão.
O profissional realiza a correção cirúrgica até que as bases ósseas se relacionam harmonicamente entre si, e são fixadas por placas de titânio na posição correta.
Contudo, anteriormente à cirurgia, o paciente realizará atendimento ortodôntico prévio para ajustar os dentes nas posições dentárias que favoreçam a sua oclusão.
Após o período de recuperação cirúrgica, o paciente ainda deve voltar ao Ortodontista para as finalizações das posições dentárias.
Quando deve ser feito o tratamento da Classe II?
Essa má oclusão, conforme visto, pode ter que aguardar um período para a melhora do tratamento, em potencial, ou ser aguardado, nos casos de pacientes adultos. Todas essas adaptações devem ser estabelecidas junto ao paciente, após o diagnóstico e plano de tratamento realizados.
Conclusão
A má oclusão de Classe II pode apresentar grande impacto estético ao paciente. Por isso, essa situação deve ser bem esclarecida ao paciente.
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